om o mundo na palma das mãos, temos acesso a milhares de cursos online – gratuitos ou pagos – assim como formações acadêmicas em instituições reconhecidas nacionalmente, oferecidas 100% no formato digital. Mas, afinal, você conhece a história do EaD?
Das correspondências por cartas ao Telecurso 2000, a educação a distância percorreu um longo caminho, com a tecnologia sempre caminhando lado a lado, impulsionando e moldando diferentes gerações. Entender a evolução do ensino a distância é estratégico para moldar o futuro da educação. Neste artigo, explore a história do EaD e como ela influencia nas inovações atuais.
A história do EaD
O início da história do Ensino a Distância (EaD) teve origem na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, em 1881, quando foi oferecido um curso de língua hebraica por correspondência. Além disso, há registros de que filmes educativos e transmissões em áudio também foram utilizados nos Estados Unidos durante esse período, embora não necessariamente como parte da EaD inicial.
O ensino a distância no Brasil
Você se lembra do tempo em que estudar à distância significava esperar cartas pelo correio? Um dos primeiros registros sobre a EaD no Brasil é de 1904. Naquela época, um curso de datilografia era oferecido por correspondência.
Na primeira geração da educação a distância, o foco eram cursos de formação profissional e educação básica para os estudantes que não podiam frequentar escolas presenciais. Na década de 50, as rádios começaram a ter um papel importante, levando conhecimento a regiões remotas. Muitos profissionais aprenderam seus ofícios, que foram passados de geração em geração, dessa forma.
Já na década de 60, as emissoras de TV educativas foram instaladas e começaram a ganhar cada vez mais espaço com programas como o Supletivo Televisivo. Nos anos 90, o nostálgico Telecurso 2000, da Fundação Roberto Marinho, foi um marco com uma linguagem acessível e moderna para a sua época. A partir de 1994, com a popularização da internet, o EaD começou a se expandir nacionalmente.
Foi também nos anos 2000 que as universidades começaram a ser credenciadas para oferecer cursos a distância e surgiram os primeiros cursos online. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) começaram a substituir materiais físicos e pode-se observar a democratização do ensino superior. Nesse período, várias plataformas foram surgindo, como Moodle, Blackboard e, mais tarde, o Google Classroom. Muitos educadores que começaram vivenciaram na prática a transição digital.
Desde 2010, a quarta geração da história do EaD vem experimentando um crescimento das videoaulas, de experiências digitais e recursos cada vez mais avançados, como a gamificação em experiências imersivas e o uso de inteligência artificial. Atualmente, o EaD é uma das principais formas de ensino superior no Brasil e o futuro da educação passa por um design educacional inovador, pedindo um olhar atento para soluções educacionais que caminham com a evolução da educação.
A evolução do ensino a distância no Brasil

Ao longo das décadas, cada nova tecnologia trouxe uma oportunidade de reinventar o modo como ensinamos e aprendemos. Na década de 90, a popularização dos computadores domésticos permitiu o acesso a CD-ROMs educativos, jogos pedagógicos e aos primeiros cursos online.
Com a popularização da internet banda larga nos anos 2000, o EaD deu um salto. A possibilidade de assistir vídeos, participar de fóruns e interagir em tempo real por chats e videoconferências expandiu o potencial das aulas virtuais. Plataformas de ensino começaram a surgir, abrindo espaço para universidades e escolas explorarem novas formas de oferecer conteúdos — muitas vezes, com mais autonomia para o estudante. A tecnologia deixou de ser apenas suporte e passou a ser o próprio ambiente de ensino.
A revolução dos smartphones, a partir de 2010, transformou o ensino em algo verdadeiramente portátil. O acesso ao conteúdo não dependia mais de um computador fixo: bastava estar com o celular na mão. Aplicativos educativos, notificações personalizadas e trilhas de aprendizagem que se adaptam ao ritmo do aluno se tornaram mais comuns. Tudo isso permitiu uma aprendizagem mais fluida, acessível e integrada ao cotidiano.
Hoje, o que vemos é a integração de tecnologias ainda mais sofisticadas: ambientes virtuais gamificados, inteligência artificial ajustando os caminhos de estudo conforme o desempenho do aluno, realidade aumentada para simular experiências práticas, e o uso de dados para criar estratégias pedagógicas mais assertivas. São soluções que, quando bem aplicadas, ajudam a transformar o modo como ensinamos e aprendemos — trazendo mais engajamento, clareza e propósito para o processo de aprendizagem.
Aliás, tudo isso que mencionamos aqui — da construção de ambientes digitais acessíveis ao uso de IA e storytelling nas trilhas de aprendizagem — já faz parte da rotina de quem é parceiro da B42. Se quiser trocar uma ideia sobre isso, estamos por aqui.
Como a B42 utiliza a tecnologia para transformar história do EaD
Na B42, acreditamos que inovação não é só sobre tecnologia, mas sobre o impacto real que ela pode gerar na vida de professores, estudantes e instituições. Por isso, atuamos como uma edtech parceira da transformação educacional, oferecendo soluções que combinam criatividade, estratégia pedagógica e tecnologia de ponta.
Nossa missão é apoiar educadores e gestores na construção de experiências de aprendizagem inspiradoras e alinhadas com os desafios do presente e do futuro da educação. Para isso, desenvolvemos projetos personalizados para instituições de ensino e também oferecemos formações práticas para docentes, sempre com foco na aplicabilidade e na autonomia pedagógica.
Entre os recursos e metodologias que utilizamos, estão:
- Ambientes digitais de aprendizagem com design responsivo, acessível e intuitivo, baseados nos princípios do Design Universal de Aprendizagem (DUA), garantindo que todos possam aprender de forma significativa.
- Sequências didáticas interativas, com storytelling, quizzes, desafios, mapas e atividades colaborativas, promovendo o engajamento e a autonomia dos alunos.
- Design instrucional com foco na experiência do usuário, garantindo que cada detalhe — da linguagem visual ao fluxo das atividades — contribua para uma aprendizagem fluida, clara e intuitiva.
- Cocriação com professores e equipes pedagógicas, valorizando o conhecimento de quem está na prática e desenvolvendo projetos em parceria para garantir soluções contextualizadas e viáveis.
- Produção de conteúdos visuais e interativos, como mapas mentais, infográficos, carrosséis explicativos e materiais de apoio que ajudam a fixar o conteúdo de forma mais leve e criativa.
E qual será o futuro da história do EaD?
A história do EaD é uma narrativa de inovação constante e adaptação às novas tecnologias. O ensino a distância deixou de ser uma alternativa para quem não tinha outra opção e se tornou uma ótima escolha para o aprendizado contínuo.
Os educadores da geração atual farão parte da história do EaD, liderando transformações do futuro da educação. Por isso é tão importante abraçar as lições do passado e as possibilidades do presente. Esperamos que seja cada vez mais inclusivo, acessível e de alta qualidade para todos.
Afinal, a tecnologia continuará evoluindo, e a forma como aprendemos também. Se o ensino por correspondência parecia um avanço há 50 anos, imagine como será a educação daqui outros 50 anos? O futuro da educação já está acontecendo, fale conosco para dar os primeiros passos agora.